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Família de jovem queimada em acidente de moto reivindica transferência do atendimento para Fortaleza

A família da jovem passou a reivindicar a transferência do acompanhamento para um hospital especializado em queimaduras, em Fortaleza, alegando que seu quadro de saúde tem piorado.

Família de jovem queimada em acidente de moto reivindica transferência do atendimento para Fortaleza
Família de jovem queimada em acidente de moto reivindica transferência do atendimento para Fortaleza (Foto: Reprodução)

Uma jovem de 23 anos, moradora de Juazeiro do Norte, está há mais de um ano em tratamento para curar feridas causadas por um acidente de motocicleta ocorrido em agosto de 2025. No dia do episódio, Suiely de Oliveira estava no veículo com um amigo quando ambos perderam o controle da moto. Os dois saíram com ferimentos, incluindo queimaduras causadas pelo contato com o óleo quente do motor.


Na ocasião, ela foi atendida no Hospital Regional do Cariri (HRC), onde ficou internada por mais de 15 dias. Meses depois, a família da jovem passou a reivindicar a transferência do acompanhamento para um hospital especializado em queimaduras, em Fortaleza, alegando que seu quadro de saúde tem piorado.


Segundo Rosângela Santos, madrinha de Suiely, o outro paciente envolvido no acidente foi encaminhado para acompanhamento na capital, e a família questiona o motivo de Suiely não ter recebido o mesmo encaminhamento.


“Eles não relataram porque eles diziam que aqui dava para tratar porque não era uma queimadura de terceiro grau. Mas se viram que a situação estava piorando, por que não mandaram? É tanto que a gente teve outras ajudas, teve outros médicos, graças a Deus, entraram aí no caminho, deram a assistência e deu uma melhorada. Só que, nesses últimos 15 dias, regrediu”, relatou. 


Em nota ao Portal M1, o HRC afirmou que a jovem recebe acompanhamento ambulatorial com cirurgião plástico e tem atendimento em estomaterapia disponibilizado pela unidade para o tratamento das lesões decorrentes do acidente.


“Até o momento, não há indicação médica de encaminhamento para outro serviço de saúde, uma vez que a assistência necessária pode ser realizada no HRC. As transferências e os encaminhamentos para outras unidades são definidos com base em critérios técnicos e assistenciais, considerando a necessidade clínica do paciente”, disse o hospital.


A unidade de saúde afirmou ainda que a efetividade do tratamento depende do acompanhamento ambulatorial periódico. “No caso da estomaterapia, a última consulta registrada ocorreu em janeiro de 2026, com orientação de retorno em 30 dias, porém não houve novo agendamento pela paciente até o momento”, afirmou. 


Também em contato com a reportagem, a família informou que buscou o setor de Tratamento Fora do Domicílio (TFD) de Juazeiro do Norte para viabilizar a transferência.







Redação M1

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